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Táxi para cadeirantes

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Portadores de deficiência física aprovam entrada em circulação do primeiro carro de BH adaptado com elevador hidráulico e instalações para pessoas com mobilidade reduzida

O sorriso largo no rosto é proporcional à melhora na qualidade de vida que a servidora pública Andréa de Campos, de 44 anos, espera ter com a entrada em circulação do primeiro táxi adaptado para os portadores de deficiência física ou mobilidade reduzida de Belo Horizonte. O modelo, um Fiat Doblò, começou a circular ontem na capital com elevador hidráulico que permite ao passageiro ser transportado sem a necessidade de sair da cadeira de roda.

O veículo conta ainda modificações na altura do teto e dispositivos de segurança. “Terei mais ânimo para sair de casa, principalmente nos dias de folga, para fazer as coisas de que gosto. Era constrangedor pedir um táxi e ficar explicando que precisava levar junto a cadeira de rodas”, contou Andréa, que já vislumbra um aumento na frota de táxi adaptado nas ruas da capital. “É mais uma opção de mobilidade e conforto, que vai implementar o direito de ir e vir”, disse.

Esse tipo de serviço já funciona em São Paulo e Rio. A expectativa da Prefeitura de Belo Horizonte é que o número de veículos seja ampliado gradativamente nos próximos meses. A circulação dos modelos especiais foi autorizada por portaria publicada em agosto no Diário Oficial do Município (DOM). O texto estabelece que o motorista do táxi para portadores de qualquer deficiência física passe por um curso de capacitação. Ao fim do treinamento, o aluno tem de apresentar um certificado de aprovação da BHTrans, empresa que gerencia e fiscaliza o trânsito na capital. “Nove taxistas já nos procuraram e fizeram o treinamento no fim de semana.

Estão preparados e podem usar o serviço”, informou o gerente de Coordenação e Gestão da Informação da BHTrans, Helbert Lima. Atualmente, dos 2.854 ônibus que circulam em BH, menos da metade (1.180) tem elevadores e 152 contam com piso rebaixado. O sistema adaptado para o cadeirante custa cerca de 30 mil. “Pode parecer alto, mas o custo/benefício é enorme, devido ao mercado, que é carente nesse setor.

Além disso, é um preço mais competitivo do que é praticado em São Paulo, porque fizemos uma parceria com a montadora para a redução de tributação. Só o próprio mercado vai nos dizer se o novo modelo vai emplacar”, observou Lima.

Segundo a coordenadora dos Direitos da Pessoa com Deficiência da prefeitura, Fátima Félix de Oliveira, reclamações sobre o serviço prestado para as pessoas que têm dificuldade de mobilidade vêm aumentando na ouvidoria municipal. São entre quatro e cinco por dia, número que dobra no fim de semana.

“O que a gente vê são pessoas sem preparo para lidar com o deficiente. Isso provoca constrangimentos. Precisamos avançar muito nessa questão, mas esse novo táxi é um grande passo”, comentou Fátima. Dados do IBGE revelam que na capital existem cerca de 25,5 mil cadeirantes. “Ao todo são cerca de 300 mil pessoas com algum tipo de deficiência de mobilidade”, observou Fátima.

Para o diretor de uma cooperativa de táxi Paulo Quadros, o veículo especial só vai deslanchar com subsídios do governo para a aquisição do modelo. “É um preço muito alto para ser custeado apenas pelo taxista. Teria de haver uma quantidade razoável desses veículos para que a prestação do serviço não seja extinta”, frisou. A Fiat Automóveis informou que 50 carros adaptados já estão prontos para atender a demanda de taxistas.

 

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