Tarifas de táxis sofrem reajustes em bh

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A bandeirada e o quilômetro rodado dos táxis de Belo Horizonte terão valores reajustados a partir de segunda-feira, dia 25. A bandeirada passa de R$ 3,30 para R$ 3,40 e o quilômetro rodado na bandeira 1 passa de R$ 2,04 para R$ 2,10; e na bandeira 2 de R$ 2,45 para R$ 2,52. O último reajuste da bandeirada aconteceu em 2006 e o do quilômetro rodado foi no fim de 2008. Atualmente, a capital mineira conta com uma frota de mais de 6 mil táxis comuns e outros 125 táxis lotação.

Considerando uma corrida mais praticada na cidade, a de cinco quilômetros, o reajuste nos táxis será de 3,03%. Segundo a BHTrans, o índice de reajuste dos táxis foi calculado em função dos custos da planilha. A partir de 25 de janeiro os taxistas deverão procurar as tabelas de correção da tarifa que serão distribuídas pelo Sindicato dos Taxistas (Sincavir). Os valores relativos à hora parada (R$19,99), ao volume transportado com dimensões acima de 60 cm (R$ 1,00), ao transporte de carrinho de supermercado (R$1,50) e ao serviço de táxi-lotação (R$2,40) não serão reajustados.

Segundo o diretor presidente do sindicato da categoria, Dirceu Efigênio Reis, foi solicitado um aumento de 6% na bandeirada já que correções não estavam sendo feitas desde 2006, “mas a BHTrans contestou afirmando que a inflação não justificava esse percentual. Ainda sim, estamos satisfeitos com o que conseguimos. O valor conquistado dá retorno às perdas que temos”, disse.

Para o taxista Antônio Francisco de Assis Chaves, de 59 anos de idade e 20 de profissão, o aumento atende a realidade da cidade. “Mesmo que o aumento na bandeirada seja de dez centavos na bandeirada sei que vou encontrar gente que eventualmente vai se queixar, mas com o tempo as pessoas se acostumam”, disse. Para o taxista, o aumento chega para ajudar a compensar a variação de preços da gasolina e estacionamento. Para o também taxista José Deusdedit, 56 anos, o aumento atende a realidade da cidade. “A situação a qual vivemos hoje nos dá condições apenas para esse aumento. É justo para ambas as partes”.

Já para o taxista José Geraldo de Souza Daniel, 53 anos, a alta do preço prejudica os taxistas que pagam a diária aos donos das placas. “Esse aumento me atinge de forma negativa. Acabo tendo que pagar mais pela diária”, explica. A comerciante Andréa Beatriz, 35 anos, conta que diariamente utiliza o transporte, “porque saio do meu trabalho às 22 horas e muitas vezes, o tempo que meu ônibus demora é o tempo que o táxi leva pra me deixar em casa. Pra quem não utiliza diariamente, os valores não vão pesar tanto no bolso, mas pra mim dez centavos é muita coisa”.