Novas regras para táxi especial

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Belo Horizonte quer dar mais luxo ao serviço de táxi especial da cidade, com vistas à melhoria do atendimento para turistas que vierem à capital na Copa das Confederações e Copa’2014.

Além dos acessórios diferenciados já presentes na grande parte dos carros, como freios ABS, airbag duplo, ar condicionado e acesso à internet para o passageiro, a BHTrans determinou que alguns modelos que atualmente operam nessa modalidade sejam progressivamente substituídos por outros mais luxuosos e confortáveis. A medida estabelecida por meio da Portaria N.º 130/2011, publicada ontem no Diário Oficial do Município (DOM), vai impactar cerca de 50% da atual frota de aproximadamente 60 táxis.

A troca deverá ser feita em até 90 dias após passado o prazo exigido pela Receita Federal para venda do veículo, contrapartida a ser cumprida pelo motorista por ser beneficiado com isenção de impostos no ato da compra. Deixarão de circular os modelos Idea e Siena, da montadora Fiat, além do Corsa Sedan e Classic, da Chevrolet. Ficam permitidos 22 modelos de veículos. A portaria determina ainda que veículos sem airbag duplo e freios ABS podem circular até 1º de setembro de 2013.

A cooperativa que gerencia o serviço vê a mudança com bons olhos e acredita que, com modelos mais modernos, o ganho será grande para a cidade. “Foi uma boa medida, já que o permissionário que quiser entrar para o serviço especial vai começar com um carro de qualidade, que com certeza agradará mais ao cliente e atrairá a fidelidade dele”, afirma o presidente da Cooperativa de Transporte de Táxi Especial dos Condutores Autônomos Permissionários de Belo Horizonte e Região Metropolitana, Olinto Soares.

Impacto no bolso
No entanto, a decisão de reduzir a quantidade de modelos gerou insatisfação entre taxistas que precisarão investir para fazer a troca de carro. Medida afeta também os que têm modelos não credenciados e que estavam na fila, aguardando liberação para ingressar no sistema especial. Pelo menos 240 táxis especiais estão previstos para operar na cidade até o início dos eventos esportivos. “Isso trouxe decepção para os que estavam na fila.

Alguns entrariam nos próximos seis meses, mas foram vetados. Outros compraram os carros recentemente, mas precisam ficar pelo menos dois anos com o veículo por terem sido beneficiados com isenção de taxas na compra. Agora, terão de esperar”, disse o presidente.

O investimento em carros mais modernos e confortáveis, entretanto, não tem relação direta com mais dinheiro no bolso, já que o serviço especial trabalha com mesmo valor de tarifa cobrado no sistema convencional. “Nosso ganho é com a fidelização do cliente, que se sentirá satisfeito com o atendimento e terá preferência pela modalidade especial”, afirma Soares. Entre os principais pontos de parada do táxi especial estão o aeroporto de Confins e portas de hotéis. Conforme o presidente, pontos específicos para esse sistema serão implantados pela cidade.